Setor imobiliário inicia 2026 com perspectivas positivas e aumento da demanda por imóveis - Juliana Rangel

Setor imobiliário inicia 2026 com perspectivas positivas e aumento da demanda por imóveis

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Entre março e junho de 2025, mais de 400 mil novas famílias passaram a buscar uma residência segundo levantamento da ABRAINC

Os dados mais recentes do mercado imobiliário brasileiro projetam crescimento para 2026. A intenção de compra das famílias segue firme e superior ao observado antes da pandemia, segundo estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.

A expectativa do mercado em relação à queda da taxa Selic contribui para a criação de um ambiente favorável à valorização dos imóveis e ao crescimento do setor, em conjunto com a ampliação do crédito habitacional e o fortalecimento dos programas de financiamento.

Construction Area

Após um cenário de crédito restrito e de maior cautela nas decisões de compra, o setor começa a sinalizar uma retomada consciente. A perspectiva de juros mais baixos deve facilitar o acesso ao financiamento, ampliar o público comprador e reacender o interesse de investidores.

Ainda segundo o levantamento da ABRAINC, entre março e junho de 2025, mais de 400 mil novas famílias passaram a buscar uma residência, ampliando o potencial de compradores no país. Esse movimento é impulsionado pela formação dessas novas famílias e, principalmente, pela entrada da Geração Z, nascidos entre o início dos anos 1990 e o começo da década de 2010, no mercado imobiliário.

Investimento jovem

O investimento em imóveis segue como uma das alternativas mais procuradas pela população e, para 2026, o cenário indica um mercado mais estruturado. A combinação entre maior previsibilidade econômica e avanços no crédito imobiliário contribui para um ambiente mais favorável à decisão de compra, especialmente entre os mais jovens.

Segundo Eduardo Esteves, da Ew Incorporações a procura por imóveis para investimento deve seguir aquecida, impulsionada pela busca por segurança patrimonial e pela perspectiva de valorização no médio e longo prazo.

“O imóvel continua sendo um dos investimentos mais seguros para quem busca proteção patrimonial e valorização ao longo do tempo. Para 2026, vemos um mercado mais organizado, com crédito mais acessível e compradores mais conscientes, especialmente entre os jovens, que já enxergam o imóvel não apenas como moradia, mas como estratégia de investimento”, afirma Eduardo.

Os jovens representam 61,5% dos compradores que utilizam financiamento habitacional por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, conforme levantamento. Em Ribeirão Preto, a Pafil Empreendimentos atua com projetos enquadrados no programa, acompanhando a crescente participação do público jovem nesse tipo de financiamento.

“Observamos grande interesse dos jovens pelo nosso portfólio de imóveis elegíveis para o programa Minha Casa, Minha Vida. Nosso foco é oferecer opções que combinem qualidade, localização estratégica e condições facilitadas de financiamento, para que cada cliente realize o sonho do imóvel próprio com segurança e planejamento”, afirmou Diego Baroni, gerente comercial da Pafil Empreendimentos.

Mercado de alto padrão

No segmento de alto padrão, o comportamento do consumidor também passou por transformações nos últimos anos. A busca por diferenciais nos condomínios se intensificou, especialmente no período pós pandemia, com a valorização de espaços que ampliem a experiência dentro de casa.

O Les Alpes Beaumont, do complexo Les Alpes Résidence, desenvolvido pela Copema Empreendimentos no bairro Saint Gérard, em Ribeirão Preto, é um dos exemplos de como os condomínios de alto padrão estão incorporando áreas de lazer e conforto aos projetos residenciais.

“Hoje, o comprador de alto padrão busca mais do que apenas uma residência. Ele procura projetos que integrem segurança, conforto e lazer, que ofereçam ambientes bem planejados e funcionalidade no dia a dia. Além disso, valoriza espaços que proporcionem momentos de convivência, bem-estar e qualidade de vida, refletindo mudanças no comportamento do consumidor e suas expectativas por experiências diferenciadas dentro de casa”, comenta Augusto Collaço, diretor da Copema.

Juliana Rangel
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