Férias escolares exigem atenção com a saúde e a segurança das crianças - Juliana Rangel

Férias escolares exigem atenção com a saúde e a segurança das crianças

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Pediatra da Hapvida orienta sobre prevenção de acidentes domésticos, cuidados com o sono, hidratação e problemas respiratórios durante o período de recesso

As férias escolares representam um período de descanso e diversão para as crianças, mas também exigem atenção dos pais e responsáveis. Com mais tempo em casa e mudanças na rotina, aumentam os riscos de acidentes domésticos. Além disso, o clima seco do inverno e a maior circulação de vírus respiratórios exigem cuidados extras com a saúde infantil.

Quedas, queimaduras, intoxicações, engasgos, afogamentos, choques elétricos e cortes estão entre os acidentes mais frequentes durante o recesso. Segundo Amanda Mendes Spirlandeli, pediatra da Hapvida, a maioria dessas situações pode ser evitada com medidas simples de prevenção e supervisão adequada.

“Usar redes ou grades de proteção em janelas, escadas e sacadas, manter medicamentos e produtos de limpeza em armários altos ou trancados e nunca deixar crianças sozinhas próximas à água são algumas das medidas que ajudam a prevenir acidentes”, afirma.

Sono precisa de atenção
Além da segurança, o período de férias costuma alterar os horários de dormir e acordar. Embora alguma flexibilidade seja esperada, a pediatra da Hapvida alerta que mudanças muito bruscas podem provocar irritabilidade, dificuldade de concentração, cansaço durante o dia e tornar mais difícil a adaptação quando as aulas retornarem.

Para minimizar esses impactos, a médica recomenda manter horários relativamente regulares, criar uma rotina relaxante antes de dormir e evitar o uso de telas pelo menos uma hora antes de dormir. “Se a criança passou as férias com horários muito diferentes, vale a pena começar a ajustá-los alguns dias antes da volta às aulas, adiantando gradualmente a hora de dormir e de acordar”, orienta.

Inverno e hidratação
Outro cuidado importante está relacionado ao clima mais seco. Segundo Amanda, a baixa umidade do ar favorece o ressecamento das vias respiratórias e aumenta a circulação de vírus.

“A sensação de sede costuma diminuir no frio, mas a necessidade de líquidos permanece”, explica. “Por isso, a orientação é oferecer água com frequência, incluir frutas ricas em água na alimentação, manter os ambientes ventilados, realizar higiene nasal com soro fisiológico quando necessário e manter a vacinação em dia. A lavagem frequente das mãos e evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios também ajudam na prevenção”, conclui.

Juliana Rangel
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