Debate em RP: Agro busca novas fontes de financiamentocontra juros altos e maior pressão do mercado
Compartilhe:Especialista em reestruturação empresarial e turnaround participa do VIII Congresso Nacional de Direito Agrário analisando alternativas ao crédito tradicional
O agronegócio brasileiro atravessa um período de maior pressão financeira, marcado por juros elevados, aumento dos custos de produção, margens mais apertadas e maior seletividade na concessão de crédito. Nesse cenário, produtores rurais e empresas do setor buscam alternativas para financiar suas operações, diversificar fontes de recursos e estruturar o endividamento de acordo com a capacidade real de geração de caixa.

VIII Congresso Nacional de Direito Agrário | Créditos: Divulgação
É nesse contexto que o financiamento privado ganha espaço nas discussões sobre o futuro do agronegócio. A aproximação do setor com fundos de investimento, mercado de capitais e estruturas alternativas de crédito amplia as possibilidades de captação, especialmente para empresas que enfrentam restrições no modelo tradicional de financiamento ou precisam reorganizar suas dívidas.
O tema estará em debate no VIII Congresso Nacional de Direito Agrário, que será realizado nos dias 25, 26 e 27 de agosto, em Ribeirão Preto. Entre os participantes está André Rocha, especialista em reestruturação empresarial, turnaround, gestão de crises e estratégia, que participa no dia 27, às 16h30, do painel “Financiamento Privado: novos cenários e oportunidades”. Ele dividirá o debate com Rafael Molinari, Renato Buranello, Luciano Timm, Domicio dos Santos Neto e Marina Piccini.
A participação de Rocha também leva ao debate a perspectiva de quem atua diretamente na reorganização de empresas e estruturas de endividamento. Com experiência em mais de 70 processos de reestruturação, ele avalia que o desafio atual do agronegócio não está apenas em ampliar o acesso ao crédito, mas em encontrar estruturas de capital compatíveis com a realidade financeira de cada negócio.
“O desafio hoje não é simplesmente conseguir mais crédito. É estruturar um capital que seja compatível com a capacidade de geração de caixa da empresa. Em um ambiente de juros elevados e margens pressionadas, buscar recursos sem considerar a capacidade de pagamento pode apenas adiar o problema. Por isso, a diversificação das fontes de financiamento e a construção de estruturas adequadas ao perfil de cada negócio se tornam cada vez mais importantes”, afirma André Rocha.
Crédito privado ganha relevância em cenário de maior estresse financeiro
A discussão ocorre em um momento em que o agronegócio enfrenta uma combinação de fatores que aumenta a necessidade de planejamento financeiro e gestão do endividamento. Além do custo elevado do capital, produtores e empresas convivem com aumento dos custos de produção, oscilações de preços e maior dificuldade de acesso a algumas linhas tradicionais de crédito.
Nesse ambiente, fundos, mercado de capitais e outras estruturas de financiamento privado podem representar alternativas para empresas que precisam alongar passivos, reorganizar dívidas ou encontrar recursos para manter suas operações.
Para especialistas em reestruturação, a escolha da fonte de capital precisa estar diretamente relacionada ao fluxo de caixa e à capacidade de pagamento do negócio. Em situações de maior estresse financeiro, a estruturação adequada do passivo pode ser determinante para evitar que uma dificuldade pontual de liquidez evolua para uma crise empresarial mais profunda.
A experiência prática de André Rocha em processos de turnaround e reestruturação permite abordar o financiamento também sob a perspectiva de quem está do outro lado da operação: empresas que precisam reorganizar sua estrutura financeira, renegociar dívidas e recuperar capacidade de geração de caixa.
Congresso reúne mais de 150 especialistas
O VIII Congresso Nacional de Direito Agrário terá 17 painéis nacionais e 34 UBAUTalks, reunindo mais de 150 palestrantes, entre ministros, magistrados, acadêmicos e lideranças do agronegócio. A edição anterior, realizada em Uberlândia (MG), registrou mais de 2,3 mil participantes.
A programação aborda temas como regularização fundiária, crédito rural, recuperação judicial, tributação, sustentabilidade, sucessão e governança, comércio internacional, relações trabalhistas e novas tecnologias aplicadas ao agronegócio.
O congresso será realizado no Taiwan Centro de Eventos, em Ribeirão Preto, cidade que o próprio evento destaca como um dos principais polos do agronegócio brasileiro. Também haverá transmissão online da programação.
André Rocha é fonte para a imprensa

André Rocha | Créditos: Divulgação
Além da participação no congresso, André Rocha está disponível para entrevistas e comentários à imprensa sobre temas relacionados ao cenário financeiro do agronegócio, financiamento privado, reestruturação de dívidas, recuperação judicial, turnaround, gestão de crises e novas fontes de capital para produtores rurais e empresas.
Especialista em reestruturação, gestão de crise, melhoria de performance e estratégia, Rocha já atuou em mais de 70 casos dessa natureza. Ocupou posições de liderança em empresas como ABB, 3M, Cargill, Grupo Fischer e Vale. É bacharel e MBA em Administração, Mestre em Direito dos Negócios e autor do livro O Combate à Fraude na Recuperação Judicial (Thomson Reuters). Atua como consultor do Banco Mundial, professor em cursos de pós-graduação e palestrante em eventos nacionais e internacionais.
*Para informações sobre o congresso e a programação completa, consulte o site oficial do VIII Congresso Nacional de Direito Agrário: https://www.srb.org.br/evento/viii-congresso-nacional-de-direito-agrario/*